Tragédia em Itajubá, médica é assassinada por adolescente em execução planejada

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Foto:Itajuba

 

Na tarde de segunda-feira (7), a médica oftalmologista Paula Sandri Frantz, de 33 anos, foi brutalmente assassinada a tiros em Itajubá, Sul de Minas Gerais. O crime ocorreu dentro de seu veículo no bairro Morro Chic. De acordo com investigações da polícia, um adolescente de apenas 16 anos foi apontado como o autor dos disparos, alegando que receberia R$ 20 mil para cometer a execução.

 

As motivações por trás do crime estão ligadas a um desentendimento sobre uma venda fraudulenta de um trator, vendida por R$ 300 mil. Segundo informações, a vítima teria supostamente descumprido um acordo que envolvia essa transação, o que gerou uma profunda disputa.

 

A médica foi alvejada com seis disparos, e os suspeitos foram detidos pela polícia em um bloqueio em Delfim Moreira, cerca de 20 minutos após o crime. Investigando os fatos, a polícia tomou conhecimento de que o adolescente e um comparsa de 25 anos chegaram a Itajubá na sexta-feira anterior, onde se hospedaram em um hotel enquanto planejavam a ação. Eles estudaram a rotina de Paula, sabendo exatamente quando ela sairia para almoçar.

 

De acordo com o boletim registrado pela Polícia Militar, o adolescente revelou que havia saído de Campo Grande/MS com o comparsa, e que a execução havia sido previamente combinada. A abordagem ocorreu quando Paula entrava em sua caminhonete S10, momento em que o jovem saiu do carro em que estava e disparou contra a médica.

 

A chegada da Polícia Militar ao local do crime revelou a tragédia: Paula foi encontrada sem vida no banco do motorista, com múltiplas perfurações pelo corpo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas constatou o óbito no local.

 

Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, a polícia conseguiu rastrear o veículo utilizado na fuga e realizou um cerco, conseguindo interceptar os suspeitos. O comparsa de 25 anos, que também foi preso, alegou ter colaborado com o plano após ter enfrentado problemas legais com o pai da vítima, conhecido como “Alemão”. Ele afirmou que o golpe original pretendia obter R$ 700 mil, sendo a médica cúmplice involuntária que não repartiu o dinheiro como prometido.

 

Por sua vez, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Mato Grosso do Sul afirmou que não havia registro de passagem do pai da vítima em seu sistema.

 

O Hospital de Clínicas de Itajubá, onde Paula trabalhava, lamentou profundamente a perda da médica, destacando sua dedicação e carinho pelos pacientes. “Dra. Paula era querida por toda a equipe, e sua abordagem gentil e atenciosa deixará saudades”, destacou a nota oficial emitida pela instituição.

DA REDAÇÃO

Crédito: Redação Terra de Heróis News

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